Quinta-feira, Junho 25, 2009

Vettel impõe domínio em Silverstone e vence GP da Inglaterra, com dobradinha da Red Bull

Se Jenson Button procurava um possível rival na luta pelo título do Mundial 2009 de F-1, já encontrou! Sebastian Vettel venceu, com incrível facilidade, o GP da Inglaterra, 8ª etapa do campeonato, disputada no lendário circuito de Silverstone. Partindo na pole position, o alemão da Red Bull abriu vantagem desde as primeiras voltas, apesar de ter partido com mais gasolina do que os rivais diretos na luta pela vitória. Ao fim das 60 voltas e de um verdadeiro “passeio”, Vettel garantiu sua segunda vitória na temporada e a 3ª na carreira.

Apenas comprovando o favoritismo já anunciado da Red Bull, o australiano Mark Webber completou a dobradinha, conquistando o segundo lugar. Em prova irreconhecível, a Brawn GP só teve o que comemorar com Rubens Barrichello, que lutando, conseguiu a terceira posição. Enquanto isso, o líder do Mundial Jenson Button fez prova discreta e obteve um suado sexto lugar. Grande resultado conseguiu Felipe Massa. O brasileiro da Ferrari largou em 11º e fazendo excelente corrida de recuperação, terminou em quarto. Boa prova também fez Nelsinho Piquet, que terminou em 12º. Se o carro da Renault não ajudou, o brasileiro ao menos completou a frente do companheiro de equipe, o espanhol Fernando Alonso, o que já é positivo.

Com o resultado final, Button manteve a ponta da tabela, com 64 pontos, diante de 41 de Barrichello. Ameaça real, Vettel chegou aos 39 pontos. Vale a pena ressaltar que a diferença do alemão para Button é de 25 pontos, sendo que até o fim do campeonato estarão em jogo nada menos do que 90 pontos. Ou seja, o desafio está lançado e cabe a Vettel iniciar uma verdadeira caçada ao inglês da Brawn GP.

* Red Bull ameaça domínio da Brawn:

A Brawn GP teve um desempenho longe do esperado no GP da Inglaterra. Diante da dobradinha da Red Bull, liderada pelo alemão Sebastian Vettel, a equipe de Ross Brawn teve como ponto alto o pódio de Rubens Barrichello, que conquistou o terceiro lugar. Decepção maior ficou por conta de Jenson Button, que não passou da sexta posição. Apesar da atuação irreconhecível em Silverstone, o líder do Mundial garantiu que a equipe inglesa vai se recuperar em Nürburgring, palco da próxima etapa do Mundial.

Em entrevista a revista Autosport logo após a prova, Button afirmou que perdeu três pontos com relação a Barrichello na tabela de classificação, o que não o preocupa, já que o brasileiro guia o mesmo carro que ele. Jenson apontou, no entanto, que Sebastian Vettel é a sua principal ameaça no Mundial, já que não dá para prever o rendimento do jovem piloto, bem como de seu time. O piloto da Brawn GP acredita que a razão para o desempenho surpreendente da Red Bull em Silverstone foi a baixa temperatura da pista somada à alta velocidade do circuito. A Brawn teve grandes dificuldades para encontrar a temperatura ideal dos pneus. No entanto, Button prevê vantagem da equipe quando as corridas chegarem a locais quentes, casos de Hungria, Itália e Cingapura, onde além do carro da Brawn andar bem, o da Red Bull não consegue render o esperado.

* Notas para os pilotos: GP Inglaterra (Silverstone)

1 – Sebastian Vettel – 10,0 = Dono de um talento muito acima da média, o piloto da Red Bull confirma a tese de que, se existe alguém com condições de ameaçar Button no momento, este alguém é ele. Em Silverstone, fez pole, melhor volta e venceu, com sobras.

2 – Mark Webber – 8,5 = Como companheiro de Vettel, vem andando na cola do alemão. Até a corrida da Turquia, vinha demonstrando ritmo semelhante ao do jovem piloto. No entanto, em Silverstone, ficou claro que Webber é bom, mas nem tanto quanto Vettel.

3 – Rubens Barrichello – 8,0 = Mais uma vez o brasileiro mostrou que conhece Silverstone com a palma das mãos. Rubinho sofreu com o rendimento abaixo do esperado do carro da Brawn GP, mas ainda assim voltou ao pódio, enquanto Button foi apenas o 6º.

4 – Felipe Massa – 9,0 = Depois de Vettel, foi o grande nome da corrida. Largando em 11º, fez excelente corrida de recuperação e terminou numa inesperada quarta posição. Se o carro não ajuda, Massa vem compensando no talento, mostrando que se tiver um carro em condições, pode beliscar pódios durante o ano.

5 – Nico Rosberg – 8,0 =Uma das maiores surpresas da temporada, Rosberg voltou a fazer grande corrida. Com a limitada Williams, voltou a largar entre os primeiros e lá se manteve. De novo somou bons pontos no campeonato.

6 – Jenson Button – 6,0 = Líder do Mundial, parece ter sentido a pressão de correr em casa. Teve prova incrivelmente difícil e apagada. Ao fim, além de não passar da sexta posição, ficou de fora do pódio pela primeira vez no ano.

7 – Jarno Trulli – 6,5 = O italiano afirmou que a Toyota seria a terceira força da etapa inglesa. No entanto, largando entre os primeiros, Trulli foi caindo de produção e por pouco não ficou fora da zona de pontos. O carro parece não ter a consistência do início do ano.

8 – Kimi Raikkonen – 5,0 = O finlandês parece viver num universo paralelo. Alternando bons e maus momentos na temporada, Raikkonen teve corrida complicada. Largou bem, caiu, se recuperou, voltou a cair e lá ficou. Somou um ponto, mas já não engana ninguém na Ferrari. O time italiano sonha em ter Alonso já em 2010, justamente no lugar de Kimi.

Button segue imbatível, vence pela sexta vez no ano e Barrichello abandona na Turquia

O alemão Sebastian Vettel bem que se esforçou. O piloto da Red Bull fez a pole position e ameaçou o reinado de Jenson Button no GP da Turquia. No entanto, nem Vettel nem ninguém parece ter carro e “braço” para segurar o inglês da Brawn GP. Líder do campeonato, Button mais uma vez não deu chances aos adversários e de maneira irretocável, venceu sua sexta corrida no ano, em sete etapas disputadas. Já que contra números não há argumentos, o domínio de Jenson é tão grande na temporada que além das seis vitórias e das quatro pole positions, o inglês liderou nada menos que 81% das voltas disputadas neste ano. Números que impressionam e dão uma dimensão do domínio que a Fórmula 1 está vivendo neste ano.
Não é necessário criar grandes teorias mirabolantes para notar que salvo alguma surpresa, o título mundial está muito bem encaminhado para o lado do inglês. Com o triunfo na Turquia, Button chegou aos 61 pontos diante de 35 do companheiro de equipe, Rubens Barrichello. Aliás, se existe alguém que poderia ameaçar o “reinado” de Button este é justamente Rubinho. Mas as coisas não parecem favoráveis ao brasileiro. Em Istambul, problema na embreagem, uma largada ruim, dois toques na prova e um abandono após andar somente em 19º.

O pior de tudo é saber que em breve, querendo ou não, Rubinho se tornará mero escudeiro de Button. A Red Bull, que parece a única com um carro próximo da Brawn, ainda não se deu conta de que focando esforços em um piloto será mais fácil ter sucesso. Na etapa turca, Mark Webber foi segundo e Sebastian Vettel o terceiro. Mas nem com os dois pilotos no pódio o time se aproximou de Button na classificação do Mundial. Por fim, a Ferrari, que era a esperança de maiores disputas pelas vitórias, decepcionou. Felipe Massa foi o 6º e Kimi Raikkonen apenas o 9º colocado, muito distante das performances apresentadas no GP de Mônaco. Por essas e por outras que Button agradece e vai nadando de braçada num campeonato de quem ele é praticamente dono.

* A disputa da prova:

O GP da Turquia não reservou grandes disputas ao público. Aliás, neste quesito, a corrida foi decepcionante. Numa das pistas mais seletivas do Mundial, o que se viu foi uma verdadeira “procissão”. No entanto, Nelsinho Piquet (Renault) protagonizou com o atual campeão Lewis Hamilton (McLaren) o melhor momento da prova. Voltando de seu reabastecimento, Hamilton se tornou “alvo” para Nelsinho. Após disputarem posição “roda-a-roda” durante toda a volta, Piquet fez por fora a curva 10 e passou à frente, voltou a perder a posição para Lewis na curva 11, mas se recuperou e fechou a volta na curva 12 reassumindo o posto e reeditando um duelo que aconteceu durante toda a temporada 2006 da GP2, categoria de acesso da Fórmula 1. Naquele ano, Hamilton sagrou-se campeão, enquanto Nelsinho ficou com o vice-campeonato.

* Notas para os pilotos: GP da Turquia

1 – Jenson Button – 10, 0
= O inglês vem se aproximando de um título mundial que, ao menos por enquanto, é mais do que merecido. A cada corrida, Button vem adquirindo confiança e maturidade que somente os grandes pilotos demonstram. Seis vitórias em sete corridas não é algo para qualquer um.

2 – Mark Webber – 8,5 = Fez novamente uma prova cerebral. Partindo em quarto, se beneficiou dos problemas de Barrichello e da estratégia equivocada de Vettel para terminar em segundo mais uma vez. Vem fazendo uma temporada surpreendentemente boa.

3 – Sebastian Vettel – 7,5 = Pole position, o alemão tinha a corrida nas mãos. Mas, jogou tudo pelo ar ao cometer um erro ainda na primeira volta. Depois disso, sua estratégia não funcionou, Button foi embora e até Webber ficou na frente. O pódio acabou sendo lucro.

4 – Jarno Trulli – 7,5 – Apagado nos GP’s da Espanha e de Mônaco, o italiano voltou às boas atuações na temporada. Conquistou um bom quarto lugar, mantendo a Toyota como a terceira força da temporada, atrás somente de Brawn GP e Red Bull.

5 – Nico Rosberg – 8,0 = Vem fazendo excelente temporada, levando-se em conta que pilota o carro apenas mediano da Williams. Partindo entre os primeiros, se manteve lá durante toda a prova, somando importantes pontos no campeonato.

6 – Felipe Massa – 7,0 = A atuação de Mônaco ficou para trás e o brasileiro nada teve a fazer. Com um carro longe do rendimento dos ponteiros, Massa lutou por posições intermediárias e ao fim, fechou em sexto. Pouco para quem sonhava ao menos com um pódio.

7 – Robert Kubica – 8,0 = Com o carro bastante limitado da BMW, foi bem no treino classificatório e se manteve entre os primeiros durante toda a prova. Foi o sétimo colocado, somando seus primeiros pontos no ano.

8 – Timo Glock – 6,5 = Da mesma forma que Trulli, o alemão esteve apagado nas últimas corridas. No entanto, em Istambul, fez boa prova de recuperação e ajudado pela estratégia nos pits, alcançou o oitavo lugar, somando mais um ponto no campeonato.

Quarta-feira, Maio 27, 2009

Castroneves dá a volta por cima e vence pela 3ª vez as 500 milhas de Indianápolis

Fantástica e incontestável a 3ª vitória de Helio Castroneves nas 500 milhas de Indianápolis. Sem dúvida alguma, um exemplo vivo de superação. Passar por tudo o que passou (processo, julgamento e etc), voltar às pistas no auge de sua forma e vencendo uma prova tão tradicional só ressaltam ainda mais a competência do brasileiro. É necessário ressaltar também a importância do suporte dado pela equipe Penske ao brasileiro. É aquela velha história: Não se tem um bom piloto sem um bom time. A equipe do vitorioso Roger Penske é a melhor das Américas e não se tem o que discutir.
A vitória de Castroneves no último domingo deu ao time o 15º triunfo em Indianápolis. Interessante é notar que destas 15, cinco são brasileiras: uma com Emerson Fittipaldi, uma com Gil de Ferrarin e as três de Helinho. Não se pode esquecer ainda que Fittipaldi ainda venceu mais uma vez a prova, desta vez defendendo as cores da equipe Patrick.

Para Castroneves, a vitória em Indianápolis, além de lhe encher os bolsos (o brasileiro recebeu um prêmio de "nada menos" que U$ 3 milhões) fez com que o piloto se coloque diretamente na luta pelo título. Dario Franchitti ainda é o líder do campeonato da F-Indy, com 122 pontos. No entanto, Helinho já é o 2º, com 117 pontos e parece disposto e mais do que motivado a buscar este título que lhe falta. No ano passado, o brasileiro ficou com o vice-campeonato.

Button segue imbatível e vence nas ruas de Monte Carlo. Barrichello completa dobradinha da Brawn

Jenson Button continua imbatível. O inglês da Brawn GP dominou como quis o GP de Mônaco de F-1 e conquistou a 5ª vitória na temporada, em seis corridas disputadas. Largando na pole position pela 4ª vez no ano, Button desenhou seu triunfo nas estreitas ruas do Principado de Monte Carlo desde a primeira curva, quando não deu chances aos ataques de Kimi Raikkonen e Rubens Barrichello, que partiam na segunda e terceira posições, respectivamente. Aliás, Barrichello se deu bem e conquistou logo de início a segunda colocação, deixando Raikkonen para trás.
O brasileiro da Brawn GP esteve bem próximo de Button nas primeiras voltas da prova. No entanto, bastaram algumas voltas para que os dois pilotos do time estreante na temporada sofressem com o desgaste prematuro dos pneus supermacios (Vale ressaltar que Button e Barrichello foram os únicos a largar com os pneus supermacios. Os demais partiram com os pneus mais duros). Button soube lidar melhor com o desgaste e abriu vantagem superior a 12s para Barrichello antes da primeira parada, o que praticamente lhe garantiu o triunfo no circuito monegasco. Para Barrichello, que ainda teve de lutar com as Ferrari, coube o segundo lugar, bastante comemorado, diga-se de passagem.

Esta foi a terceira dobradinha do time de Ross Brawn na temporada, tendo sempre Button em primeiro e Barrichello em segundo. Enquanto isso, a Ferrari deu clara demonstração de que voltou a ser competitiva. O time italiano lutou pelas primeiras posições durante toda a prova e no final, foi ao pódio com Raikkonen, o terceiro colocado. Felipe Massa obteve seu melhor resultado no ano, ao terminar em quarto. Entre os demais brasileiros, Nelsinho Piquet, da Renault, abandonou logo no início, ao ser literalmente “atropelado” pelo suíço Sebastien Buemi, da Toro Rosso.

* Expectativas para o GP da Turquia:

Mônaco é sempre Mônaco. Pista de rua, estreita, que exige muita tração dos carros e onde nem sempre o melhor carro sai vencedor. A grande expectativa das equipes é pelo GP da Turquia, a próxima etapa do Mundial. Aí sim, espera-se que comece a acontecer a real disputa da temporada. A Brawn GP é o time a ser batido. Com Button e Barrichello, a equipe lidera o Mundial de Pilotos e de Construtores, sem encontrar adversários à altura.

A Red Bull parecia ter força para tal, mas ao menos nas duas últimas provas, não foi páreo. A Toyota, surpresa das primeiras etapas, sucumbiu. Saiu zerada das duas últimas corridas e com muitas “pulgas” atrás da orelha. Times grandes, McLaren e Renault têm vivido dos lampejos de suas estrelas, no caso, Lewis Hamilton e Fernando Alonso. Mas mesmo assim, a vida não anda fácil.

Diante de tal cenário e do rendimento surpreendente que apresentou em Barcelona e em Mônaco, espera-se que a Ferrari seja o único time no momento com reais possibilidades de duelar com os carros da Brawn. E se é necessário algo a mais para o time italiano obter um grande resultado na Turquia, a esperança pode estar justamente em Felipe Massa. O brasileiro venceu as três últimas provas no circuito de Istambul e conhece como ninguém os segredos da desafiadora pista turca.

* Notas pilotos GP da Turquia:

1 – Jenson Button – 10,0 = Conquistou mais uma pole fantástica e chegou ao quinto triunfo na temporada. Vai desenhando o caminho do título.

2 – Rubens Barrichello – 8,0 = Foi mais uma vez superado na classificação por Button e na corrida, teve pouco a fazer na luta pela vitória. Atrás do companheiro de equipe, lutou contra as Ferraris para garantir mais uma dobradinha da Brawn GP.

3 – Kimi Raikkonen – 7,5 = Após atuações muito abaixo da crítica, enfim, voltou a fazer uma boa prova. Andou rápido durante a prova toda e chegou a ameaçar a posição de Rubinho. No final, terminou no pódio, mas longe de sair satisfeito.

4 – Felipe Massa – 7,0 = Lutou, duelou, travou rodas, cortou chicanes e garantiu o quarto lugar. Teria chance de subir ao pódio, não tivesse sido atrapalhado antes de suas paradas nos boxes. Assinalou a melhor volta da prova.

5 – Mark Webber – 7,5 = Fez mais uma corrida discreta, que cresceu de produção na parte final. Ameaçou a posição de Massa, mas teve de se contentar com a quinta posição. Em certos momentos, sabe fazer uso da experiência para conquistar posições.

6 – Nico Rosberg – 7,0 = Com um carro apenas regular, fez milagre ao terminar em sexto com a Williams e levar três pontos para casa. Andou entre os primeiros durante a prova toda e só não foi melhor devido às paradas nos pits.

7 – Fernando Alonso – 6,0 = Vem fazendo o que pode. O carro da Renault está longe de ser bom, mas o espanhol continua fazendo a diferença. Em Mônaco, somou mais dois pontos.

8 – Sebastien Bourdais – 6,0 = Com a vaga ameaçada na Toro Rosso, fez boa corrida e somou mais um ponto no campeonato. Pode ter salvado o emprego por mais algumas corridas.

Terça-feira, Maio 12, 2009

Imbatível, Button vence na Espanha e dispara no campeonato

Jenson Button voltou a vencer na F-1. Colocando em prática um novo domínio na categoria, o piloto inglês não deu chances a ninguém e conquistou o GP da Espanha, a 5ª etapa do Mundial 2009. Com a 4ª vitória em cinco corridas, Button - que partiu na pole position pela 3ª vez na temporada - vai rumando de forma promissora para o título mundial. É ainda muito cedo e restam nada menos do que 12 corridas para o fim do campeonato. No entanto, o panorama se mostra cada vez mais favorável para o piloto inglês, que subiu ao pódio em todas as corridas do ano (quando Vettel venceu na China, Button ainda terminou em 3º).

Em tal luta pelo título, Jenson parece já ter a preferência da equipe. Aliás, esta foi a grande polêmica da corrida na Catalunha. No meio da prova, vendo Button na segunda posição, a Brawn GP simplesmente decidiu pela mudança de estratégia de seu pupilo. Button parou duas vezes, enquanto Rubens Barrichello teve mantida sua estratégia de três paradas. Ao brasileiro, que liderou o primeiro terço da prova, coube o segundo lugar e um descontentamento que se tornou público.

Barrichello foi direto e sem rodeios. Ao fim da prova, avisou Ross Brawn, chefe do time, que se souber de qualquer indício que aponte para ordens de equipe, ele se aposenta na mesma hora. A situação de ontem foi típica dos áureos tempos de Michael Schumacher na Ferrari. A impressão é que Barrichello preferiu fazer vistas grossas, buscando evitar problemas futuros, mas sem esconder a decepção com o time, até porque Rubinho tinha a corridas nas mãos caso Button também fizesse três paradas.

A segunda posição deixou um gosto amargo para o brasileiro, que já afirmou que, se quiser o título, terá de ser na raça, lutando até o fim. Ainda sobre o GP da Espanha, destaque para Mark Webber. Com o modelo RB5, da Red Bull, o australiano fez boa corrida e subiu ao pódio na 3ª posição, superando o companheiro de equipe, Sebastian Vettel, o 4º colocado. Dono da “casa”, Fernando Alonso conseguiu uma surpreendente quinta posição com a Renault, fazendo a festa da torcida local. Já o companheiro de Alonso, o brasileiro Nelsinho Piquet, foi o 12º colocado.

- Quase sem gasolina, Massa se “arrasta” e termina em 6º

Muitos imaginavam que um erro de cálculo havia aproximado Felipe Massa de uma pane seca durante o GP da Espanha. No entanto, a equipe Ferrari garantiu que o drama vivido pelo brasileiro, na verdade, teve relação com um problema na bomba de reabastecimento. Quarto colocado até as últimas voltas da corrida em Barcelona, o piloto se viu obrigado a diminuir a velocidade e a ceder posições para Sebastian Vettel e Fernando Alonso quando foi informado via rádio que o combustível presente em seu carro não era suficiente para cruzar a linha de chegada. O brasileiro, vice-campeão de 2008, teve de se contentar com a sexta posição.

Chefe do time italiano, Stefano Domenicali explicou que infelizmente a equipe teve tal problema, que só foi visto no último pit-stop. Segundo o dirigente, parte da quantidade de combustível desejada simplesmente não entrou no tanque, o que prejudicou o resultado final do brasileiro, que foi obrigado a reduzir os giros do motor, para economizar combustível. Apesar da má fase da Ferrari, Domenicali garantiu que continua trabalhando duro junto à equipe, no intuito de que ela volte às performances do ano passado o quanto antes.


• Notas para os pilotos (GP Espanha):

1 – Jenson Button – 10,0 = Terceira pole position e quarta vitória no ano. É o piloto do ano, sem qualquer discussão. Tem guiado como nunca. Desta vez, teve a ajuda da estratégia para vencer. Mas, teve méritos, como sempre.

2 – Rubens Barrichello – 8,0 = Uma largada fantástica e um terço inicial de prova muito bom. Depois disso, não conseguiu tirar proveito da estratégia de três paradas e não teve chances de lutar pela vitória com Button.

3 – Mark Webber – 8,5 = Largando em quinto, fez grande corrida, recuperando posições na pista e na estratégia. Discreto, foi galgando posições e no fim beliscou um pódio e chegou a pressionar Barrichello nas voltas finais.

4 – Sebastian Vettel – 7,5 = Não foi brilhante como de costume, mas fez uma prova dentro das expectativas. Perdeu tempo com Felipe Massa por mais de 60 voltas e só teve pista limpa quando o brasileiro abriu caminho.

5 – Fernando Alonso – 7,0 = Correndo em casa, fez o possível na busca por um bom resultado e conseguiu. Com um carro limitado, ganhou posições na pista e ainda deu sorte, no caso do problema com Massa. Somou bons pontos no campeonato.

6 – Felipe Massa – 8,0 = Fazia grande corrida com a Ferrari, segurando Vettel por mais de 60 voltas. No entanto, mais um problema da equipe prejudicou seu desempenho. Ao menos levou os primeiros pontos no campeonato.

7 – Nick Heidfeld – 6,5 = Com um carro de rendimento decepcionante, fez milagre ao chegar na zona de pontos. Teve atuação discreta no pelotão intermediário, mas durante boa parte da prova se manteve na zona de pontos, apesar de ter largado mais atrás.

8 – Nico Rosberg – 6,0 = O “leão” dos treinos de sexta-feira ainda não conseguiu converter em resultados os bons desempenhos apresentados nos testes. O carro da Williams não é fantástico, mas tem mostrado ao menos certa confiabilidade.

Quarta-feira, Maio 06, 2009

Button mantém domínio da Brawn, vence no Bahrein e dispara na liderança do Mundial

Largando na quarta posição, Jenson Button afirmou na véspera do GP do Bahrein que a Brawn GP já não tinha mais a superioridade apresentada nas primeiras provas do ano. De fato, em classificações, já ficou provado que o carro concebido por Ross Brawn já não vem sendo páreo para Red Bull e Toyota. No entanto, em ritmo de corrida, o modelo BGP 001 continua dominante. Prova maior disso foi a vitória incontestável de Button na corrida disputada no circuito de Sakhir.

Com uma belíssima ultrapassagem sobre Lewis Hamilton ainda na segunda volta, Jenson mostrou que vive o melhor momento de sua carreira. Guiando com confiança, o inglês soube aguardar as paradas nos pits para ver a Toyota sair da briga pela vitória. A partir daí, e já na liderança da prova, coube a Button abrir vantagem volta a volta e rumar tranqüilo para a sua 3ª vitória no ano, em quatro corridas disputadas. O surpreendente Sebastian Vettel (Red Bull) conseguiu uma excelente segunda posição, seguido por Jarno Trulli (Toyota), que fechou o pódio em terceiro.

Entre os brasileiros, sensações distintas. Rubens Barrichello resolveu arriscar na estratégia e fazendo três paradas contra duas dos demais, foi o 5º colocado com a Brawn. Em corrida regular e sem erros, Nelsinho Piquet foi o décimo com a Renault. Já Felipe Massa voltou a não ter sorte e finalizou apenas na 14ª posição, após sofrer um toque de Kimi Raikkonen logo na primeira curva, o que o jogou para a última posição. No campeonato, Button ampliou sua liderança, somando agora 31 pontos, diante de 19 de Barrichello e de 18 pontos de Vettel. A F-1 volta no dia 10 de maio, com o GP da Espanha, em Barcelona.

- As “grandes” mostram força e ressurgem

Foram três corridas no ostracismo até que no Bahrein, as equipes McLaren e Ferrari voltaram as andar no pelotão da frente. Os dois times que lutaram pelo título do ano passado até a última corrida vivem realidade bastante distinta em 2009, mas, aos poucos, parecem recuperar terreno. O atual campeão Lewis Hamilton, com um carro um pouco melhor e já contando com certas evoluções, conseguiu uma excelente quarta posição. No entanto, o inglês, atual campeão da categoria, em nenhum momento ameaçou o trio imbatível da prova, formado por Button, Vettel e Trulli. Pelos lados da Ferrari, Kimi Raikkonen foi o sexto colocado, marcando os primeiros pontos do time no ano. Ainda assim, a escuderia italiana não se livrou da incômoda situação de ter seu pior início de campeonato desde a sua estréia no Mundial de F-1, em 1951.

- Na Espanha, um novo início de campeonato

Após tanta polêmica envolvendo os tão mal-falados difusores traseiros e de quatro provas já disputadas, a F-1 se prepara para uma espécie de “reinício” de campeonato. Isso porque no GP da Espanha, a ser disputado em Barcelona, no dia 10 de maio, tem início a chamada “Fase européia” do campeonato. E justamente para este início, os pilotos aguardam por uma série de evoluções em seus carros. Pelos lados de McLaren, Ferrari, Renault e BMW, a expectativa é que novas peças e soluções aerodinâmicas sejam introduzidas, no intuito de que esses times se aproximem da luta pelo campeonato, travada hoje por Brawn GP, Toyota e Red Bull. Estas equipes que hoje ponteiam a tabela de classificação também preparam a estréia de algumas melhorias nos carros, mas a tendência é que tenham ganhos menores do que as “chamadas” equipes grandes, que vivendo má fase, deverão arriscar todas as “fichas”, buscando grandes melhoras imediatas.

Notas para os pilotos GP Bahrein:

1 – Jenson Button – 10,0 = Não largou na pole, mas teve “cabeça” para administrar a prova e aguardar pelas paradas dos adversários. Belíssima ultrapassagem sobre Hamilton acabou lhe garantindo uma vantagem no início, que lhe deu a vitória no final.

2 – Sebastian Vettel – 8,0 = Partindo em terceiro, não fez boa largada e acabou “preso” atrás de carros mais lentos. Fora da luta pela vitória, travou belo duelo contra Trulli e acabou vencendo, conquistando a 2ª posição.

3 – Jarno Trulli – 7,5 = Pole position, mais uma vez o italiano não conseguiu traduzir tal vantagem em vitória. Na corrida, teve bom ritmo, mas longe de lutar pela vitória.

4 – Lewis Hamilton
– 7,0 = Com um carro melhor, mas longe do ideal, o inglês fez boa prova ao terminar em quarto. Em Barcelona, deverá estar mais próximo do pelotão da frente, que luta pelas vitórias.

5 – Rubens Barrichello – 6,0 = Com estratégia confusa de três paradas contra duas dos rivais, acabou de fora da luta pelo pódio. Ainda assim, mostrou bom ritmo, sendo o piloto mais rápido na parte final da prova, o que lhe garantiu a quinta posição.

6 – Kimi Raikkonen – 6,5 = Pressionado, conseguiu os primeiros pontos da Ferrari no ano. O carro parece ter melhorado, mas a exemplo da McLaren, ainda está longe do ideal.

7 – Timo Glock – 5,0 = Largou em segundo, assumiu a ponta no início e depois caiu no grid. Fechou em sétimo, mostrando que em ritmo de corrida, a Toyota ainda não é páreo para Red Bull e Brawn GP.

8 – Fernando Alonso – 6,0 = Com um carro limitado, largou em sétimo e terminou em oitavo. Pouco apareceu durante a prova e como ponto alto, fez bela ultrapassagem sobre Jarno Trulli. Ao menos somou um ponto e agora, espera pelas melhorias na Espanha.

Sob dilúvio, Vettel brilha e vence GP da China

Sebastian Vettel já era visto como uma promessa da F-1. No entanto, a vitória no GP da China, 3ª etapa do Mundial 2009 de F-1, serviu para mostrar de uma vez por todas que o alemão pertence a uma classe diferenciada de piloto. Vettel é extremamente talentoso, mas não se limita a isso. Enquanto alguns pilotos já consagrados, como Alonso, Hamilton e Raikkonen se viram traídos pela sorte ou pelos próprios carros, rodando e errando na encharcada pista de Xangai, o piloto de 21 anos soube domar seu carro com perfeição durante exatas duas horas de prova. E o principal detalhe: sem cometer um erro sequer.


A vitória na China fez crescer ainda mais os comentários da imprensa mundial, sobretudo a alemã, de que Vettel é o grande herdeiro do trono deixado por Michael Schumacher. Rápido, consistente e milimétrico, a jovem aposta da Red Bull tem tudo para ter uma carreira brilhante na F-1. E se é necessário dar um passo por vez, Vettel já deu muitos rumo a tal objetivo. Talvez o principal deles, tenha sido tornar times então desacreditados em equipes vencedoras.


Basta analisar o retrospecto. A Red Bull disputa em 2009 sua quinta temporada e até então nunca havia vencido na categoria. Após 74 corridas disputadas, a equipe austríaca obteve sua primeira vitória na 3ª corrida em que Vettel disputou pelo time. O mesmo feito já havia sido obtido pelo piloto junto à Toro Rosso, equipe satélite da RBR. Com o time italiano, o alemão conquistou no ano passado, também debaixo de muita chuva, uma espetacular vitória em Monza. Em ambos os casos, Vettel largou na pole, despachou os adversários e não foi ameaçado em nenhum momento, demonstrado incrível superioridade em condições mais do que adversas.


Em Xangai, no entanto, a festa foi maior, já que a Red Bull garantiu uma dobradinha, com o australiano Mark Webber completando na segunda posição, dez segundos distante de Vettel. Com o regulamento debaixo do braço, o líder do Mundial Jenson Button se deu por satisfeito com a 3ª posição. Vencedor das provas na Austrália e na Malásia, o inglês da Brawn GP viu que não tinha carro para lutar pela vitória e pensando no campeonato, tratou de garantir alguns pontos. Button foi diretamente seguido por Rubens Barrichello. O brasileiro da Brawn não teve uma corrida fácil, sofrendo, sobretudo, com um problema num dos discos de freio do modelo BGP 001. No final, a quarta posição ficou de bom tamanho. Entre os demais brasileiros, Nelsinho Piquet (Renault) fechou na 16ª posição e Felipe Massa (Ferrari) abandonou com problemas elétricos.


Notas pilotos GP da China:

1 – Sebastian Vettel – 10,0 = Impecável, guiou como gente grande e garantiu um triunfo merecido. Na 3ª corrida pela Red Bull, venceu a primeira corrida do time, mostrando que seu talento faz diferença em qualquer equipe.

2 – Mark Webber – 8,5 = Apagado nas últimas temporadas, vem fazendo excelente campeonato. Conquistou o melhor resultado de sua carreira e ajudou a Red Bull a obter a primeira dobradinha de sua história.

3 – Jenson Button – 7,5 = Burocrático, se aproveitou do erro de Barrichello no início da prova para garantir o terceiro posto. Sem carro para lutar pela vitória, administrou a corrida de olho no campeonato.

4 – Rubens Barrichello – 7,0 = Largou em quarto e completou na mesma posição. A chuva atrapalhou a estratégia do brasileiro, que tinha um bom carro para a pista seca. Com problemas num disco de freio, salvou uma quarta posição, além de cinco pontos.

5 – Heikki Kovalainen – 6,0 = Discreto, largou de trás e veio passando um a um, escalando o grid. Somou os primeiros pontos no campeonato e de quebra, superou o companheiro de equipe, ninguém menos que o atual campeão Lewis Hamilton.

6 – Lewis Hamilton – 4,0 = Fez corrida combativa, mas cheia de erros. Rodou cinco vezes ao longo da prova, o que prejudicou o resultado. Somar pontos foi sorte de campeão.

7 – Timo Glock – 7,0 = Largou em 19º e terminou em sétimo, fazendo excelente corrida de recuperação. Não foi brilhante, mas não se envolveu em batidas ou rodadas, sendo premiado ao fim com mais dois pontos no campeonato.

8 – Sebastian Buemi – 7,0 = Estreante na temporada, voltou a fazer grande corrida. Lutou por posições com Raikkonen e Alonso e ganhou em ambas as disputas. Voltou a somar pontos e vem deixando Bourdais na condição de segundo piloto da Toro Rosso.

Tempestade paralisa corrida e Button vence a 2ª corrida do ano na Malásia

Não foi por falta de aviso. A imprensa especializada cansou de apontar para o risco do GP da Malásia ser prejudicado pelas tradicionais tempestades que acontecem no país sempre ao final da tarde. No entanto, focado apenas nos interesses comerciais da Fórmula 1, Bernie Ecllestone manteve o inicio da corrida para às 5h da tarde, no horário malaio. A chuva veio, praticamente alagou a pista, fez os carros parecerem botes salva vidas e pôs fim de forma prematura a uma das corridas mais movimentadas dos últimos tempos.

Na largada, Alonso e Raikkonen - equipados do Kers em seus carros - conquistaram muitas posições e foram para frente no grid. No entanto, fazendo uso dos tão mal-falados difusores traseiros, Nico Rosberg, Jarno Trulli e Jenson Button dominaram as primeiras posições sem maiores dificuldades. A disputa por posições seguiu eletrizante no circuito de Sepang até o momento que a chuva chegou. Daí em diante, um verdadeiro Deus nos acuda tomou conta dos boxes. Pilotos chegaram a fazer nada menos do que quatro paradas em 10 voltas, caso de Jenson Button, que mesmo com tal desesperada estratégia, ainda assim venceu a prova, garantindo o segundo triunfo da Brawn GP.

O burocrático Nick Heidfeld conquistou um inesperado segundo lugar com a BMW, seguido pelo alemão Timo Glock, o terceiro com a Toyota. Entre os brasileiros, Rubens Barrichello terminou em 5º com a Brawn, enquanto Felipe Massa foi o nono com a Ferrari e Nelsinho Piquet o 13º com a Renault. Pela primeira vez desde 1991, uma corrida de F-1 distribuiu apenas a metade dos pontos, devido ao fato de ter sido encerrada antes que se completassem 2/3 do total de voltas. Desta forma, Button, vencedor das duas corridas do ano, é o líder do Mundial somando 15 pontos, contra 10 pontos de Barrichello, o vice-líder.
Notas para os pilotos (oito primeiros colocados):

1 – Jenson Button – 10,0 = Dominou de forma absoluta o fim de semana. Fez pole, melhor volta e venceu a prova. Apesar da tempestade, não teve sua liderança ameaçada, mostrando que além do carro ser bom, ele (Button), também vive um grande momento.

2 – Nick Heidfeld – 7,0 = Burocrático, não fez nada de excepcional, mas levou sorte. Ao fazer apenas uma parada nos boxes, acabou se beneficiando e obteve um pódio inesperado.

3 – Timo Glock – 8,0 = Com boa atuação desde os treinos, se salvou dentre os muitos que sofreram na tempestade durante a prova. Ousado, fez belas ultrapassagens e mereceu o pódio.

4 – Jarno Trulli – 7,0 = Largou em segundo, andou entre os primeiros durante boa parte da prova e só perdeu seu lugar no pódio após a tempestade. O carro é bom e Trulli é sempre combativo.

5 – Rubens Barrichello - 8,0 = Punido em cinco posições no grid devido a troca da caixa de câmbio, fez excelente largada e se recuperou rapidamente. No entanto, a estratégia nos boxes acabou lhe tirando a chance de figurar no pódio.

6 – Mark Webber – 7,0 = “Leão” de treino, Webber vinha bem na corrida e escalava o grid quando a tempestade apertou, paralisando a prova. Terminou em sexto, mas somou os primeiros pontos da Red Bull no ano.

7 – Lewis Hamilton – 6,0 = Largou lá atrás e no “braço”, foi escalando o grid. Chegou a estar entre os cinco primeiros, mas as paradas para reabastecimento atrapalharam sua corrida.

8 – Nico Rosberg – 5,0 = Liderou a corrida por mais de 20 voltas e se complicou apenas quando a chuva caiu. Mostrou que o carro da Williams realmente é bom, e que enfim, está próximo de conquistar sua primeira vitória na categoria.

Brawn GP confirma favoritismo e faz dobradinha na Austrália

A Brawn GP já começou fazendo história. Afinal de contas, poucas vezes na história do automobilismo se viu uma equipe recém-nascida marcar a pole position, fazer dobradinha e surpreender o mundo da F-1 logo em sua primeira corrida. Concebida em menos de um mês, quando Ross Brawn anunciou que se tornaria seu chefe e proprietário, o time que nasceu dos espólios da ex-Honda era dado como carta fora do baralho, até que participou dos testes coletivos de pré-temporada. A partir daí, a história mudou e a equipe se tornou a grande favorita à vitória.

No GP da Austrália, etapa de abertura do Mundial 2009 de Fórmula 1, Jenson Button e Rubens Barrichello apenas confirmaram tal favoritismo. Obviamente que a corrida de Rubinho não foi nada fácil. O brasileiro teve problemas na largada, caiu para sétimo e só chegou no segundo lugar porque teve competência, além de sorte (aliás, muita sorte). No entanto, o triunfo de Button foi genuíno. Em nenhum momento o inglês foi ameaçado, deixando claro que o carro - o modelo BGP 001 - realmente é bom e resistente.

Por falar em resistência, Barrichello pôs em xeque várias vezes tal característica do carro. Na largada, o piloto foi acertado em cheio na traseira pelo McLaren de Heikki Kovalainen. Resultado: o brasileiro ficou sem o difusor, mas não teve maiores problemas. Ainda na primeira curva, o brasileiro acabou se envolvendo na confusão que jogou muitos carros para a brita. Mais uma vez, Rubinho saiu “limpo”. Já no meio da prova, quando fazia corrida de recuperação, novamente o brasileiro “trocou tintas” com Kimi Raikkonen. E mais uma vez, nada aconteceu com o “tanque” da Brawn GP. Diante de tamanhas dificuldades, o pódio se fez merecido, mesmo que só tenha vindo graças ao bizarro acidente envolvendo Sebastien Vettel (Red Bull) e Robert Kubica (BMW Sauber).

Sobre Button, sobraram elogios a uma atuação de lavar a alma, com a promessa de que muito mais virá por aí. O trio “BBB” (Brawn, Button e Barrichello) destacaram em Melbourne que o trabalho do time sediado em Brackley (Inglaterra) apenas começou. Alguns adversários, como Felipe Massa (Ferrari) e Fernando Alonso (Renault) ressaltaram que os carros da Brawn parecem muito superiores aos demais, praticamente jogando a toalha em termos de campeonato. A verdade é que ao menos nas quatro primeiras provas do ano, o desempenho da Brawn realmente será destacado. No entanto, se quiser manter o domínio demonstrado na Austrália no restante do campeonato, o mais novo time da F-1 terá de trabalhar duro para evoluir e seguir a frente da concorrência.

Notas para os pilotos (oito primeiros colocados):

1 – Jenson Button10,0 = O inglês foi impecável. Fez a pole e liderou a prova de ponta a ponta, conquistando a segunda vitória de sua carreira.

2 – Rubens Barrichello – 8,0 = Teve sorte e competência para chegar ao pódio, completando a dobradinha da Brawn GP na primeira corrida de sua história.

3 – Jarno Trulli – 8,0 = Largando dos boxes, o italiano fez milagre e confirmou o bom rendimento do carro japonês. O pódio acabou sendo bastante merecido para um time que busca uma temporada de afirmação para seguir na F-1.

4 – Timo Glock – 7,0 = Também largou dos boxes e acompanhou a evolução de Trulli. Bom piloto, Glock mostrou que com um bom carro, pode ser figura constante no pódio.

5 – Fernando Alonso – 7,0 = Partindo no meio do pelotão, fez corrida inteligente e levou bons pontos para casa. O carro da Renault está longe do potencial de Alonso e o bicampeão sabe que terá muito trabalho pela frente.

6 – Nico Rosberg – 6,0 = Liderou os treinos livres, mas desapareceu na corrida. O carro da Williams é bem nascido, mas ainda necessita ter um maior equilibro. Afinal de contas, não basta liderar treino e sumir na corrida.

7 – Sebastien Buemi – 7,0 = Único estreante da temporada, fugiu das confusões e somou seus primeiros pontos na Fórmula 1. Logo na primeira corrida, já superou o companheiro de equipe, mostrando que Bourdais terá mais um ano difícil na F-1.

8 – Sebastien Bourdais – 5,0 = Discreto, chegou em oitavo e ainda conquistou um ponto. No entanto, apesar de toda sua experiência, foi superado pelo estreante Sebastien Buemi. Sabe que necessitará de bons resultados para se manter na equipe.

Os motores da F-1 vão roncar para o Mundial 2009

A temporada 2009 da Fórmula 1 é certamente uma das mais esperadas dos últimos anos. Após um título decidido nas últimas curvas do GP do Brasil, numa disputa que envolveu Lewis Hamilton e Felipe Massa em 2008, a expectativa é de que neste ano, a luta pelas vitórias e pelo campeonato seja ainda maior e acirrada. As mudanças no regulamento no que diz respeito aos pneus (que voltam a ser slick), à aerodinâmica (o fim dos apêndices, asinhas e penduricalhos nos carros) e ao KERS (sistema de reaproveitamento de energia cinética que passa a ser usado neste ano) são pontos que seguramente trarão maior competitividade à categoria. Já que estamos falando de um Mundial com 17 etapas a serem disputadas, nada melhor do que conhecer os pilotos e equipes que lutarão pelo título da temporada.

1 * McLaren – Modelo MP 4/24, equipado de motor Mercedes-Benz. Com sede em Woking, na Inglaterra, o time agora chefiado por Martin Whitmarsh certamente terá dificuldades no início do ano. O carro não se mostrou rápido nos testes coletivos de pré-temporada e em nenhum momento foi competitivo para disputar com Ferrari, BMW, Renault, Toyota e até mesmo Brawn GP. Pilotos: O time aposta suas fichas no atual campeão Lewis Hamilton, que terá novamente como companheiro de time o finlandês Heikki Kovalainen.

- Lewis Hamilton – nº 01 – 35 GP’s / 09 vitórias / 13 poles / 22 pódios / 207 pontos
- Heikki Kovalainen – nº 02 – 35 GP’s / 01 vitória / 01 pole / 04 pódios / 83 pontos

2 * Ferrari – Modelo F60, equipado de motor Ferrari. A equipe sediada em Maranello (Itália) é chefiada por Stefano Domenicali e tem condições de começar de forma competitiva a temporada. O time vermelho teve bom desempenho nos testes no Bahrein e repetiu a performance quando se juntou aos rivais, testando em Barcelona e em Jerez de La Frontera. Como nas últimas temporadas, lutará pelos títulos de pilotos e de construtores. Pilotos: O time contará com o atual vice-campeão Felipe Massa e com o campeão de 2007 Kimi Raikkonen.

- Felipe Massa – nº 03 – 106 GP’s / 11 vitórias / 15 poles / 27 pódios / 298 pontos
- Kimi Raikkonen – nº 04 – 140 GP’s / 17 vitórias / 16 poles / 57 pódios / 531 pontos

3 * BMW Sauber: Modelo F1.09, impulsionado pelo motor BMW. O time com sedes em Munique (Alemanha) e Hinwil (Suíça) é chefiado pelo experiente Mario Theissen, que deseja fazer de 2009 o grande ano da BMW Sauber. Com atuações consistentes em 2008, o time lutou pelo título de Pilotos até a penúltima prova e ainda conquistou sua primeira vitória na categoria. Já para este ano, o título é uma meta realista. Pilotos: A equipe contará com a mesma dupla de pilotos dos últimos anos: o polonês Robert Kubica e o alemão Nick Heidfeld.

- Robert Kubica – nº 05 – 40 GP’s / 01 vitória / 01 pole / 08 pódios / 120 pontos
- Nick Heidfeld – nº 06 – 152 GP’s / 00 vitória / 01 pole / 11 pódios / 200 pontos

4 * Renault: Modelo R29, equipado do motor Renault. A equipe, com sede em Enstone, na Inglaterra, segue sendo comandada por Flavio Briatore. Após começar muito mal em 2008, o time francês se recuperou durante o ano e fechou o campeonato conseguindo duas vitórias com Alonso. Para este, o time promete surpreender e até lutar pelo título, apesar de admitir a força de rivais como Ferrari, Toyota e Brawn GP. Pilotos: A equipe manteve sua dupla, formada pelo bicampeão Fernando Alonso e por Nelsinho Piquet.

- Fernando Alonso – nº 07 – 123 GP’s / 21 vitórias / 17 poles / 52 pódios / 551 pontos
- Nelsinho Piquet – nº 08 – 18 GP’s / 00 vitória / 00 pole / 01 pódio / 19 pontos

5 * Toyota: Modelo TF 109, com motor Toyota. Sediada em Colônia, na Alemanha, a equipe é comandada por Tadashi Yamashina. Sem nenhuma dúvida, trata-se de um ano decisivo para o futuro da Toyota na F-1. Tendo estreado na categoria em 2002, o time ainda não conseguiu a tão sonhada vitória, que certamente será a maior meta da equipe neste ano. Nos testes de pré-temporada, teve grande desempenho, tanto no Bahrein quanto na Espanha. Pilotos: O time manteve o experiente Jarno Trulli, além do alemão Timo Glock.

- Jarno Trulli – nº 09 – 202 GP’s / 01 vitória / 03 poles / 08 pódios / 214 pontos
- Timo Glock – nº 10 – 22 GP’s / 00 vitória / 00 pole / 01 pódio / 27 pontos

6 * Toro Rosso: Modelo STR4, equipado do motor Ferrari. Com sede em Faenza, na Itália, o time é chefiado por Franz Tost. O time “B” das latinhas de energético espera repetir 2008, mas sabe que não será nada fácil. Com Sebastian Vettel, o time conquistou pole e vitória em Monza e surpreendeu em demais provas. Neste ano, sem contar com o alemão, o time espera manter a boa forma, mas sabe que terá dificuldades, devido ao pouco tempo para testes com o novo carro. Pilotos: O time optou na manutenção do francês Sebastien Bourdais e na contratação do estreante Sebastian Buemi.

- Sebastien Buemi – nº 11 – Estreante na temporada 2009
- Sebastien Bourdais – n 12 – 18 GP’s / 00 vitória / 00 pole / 00 pódio / 04 pontos

7 * Red Bull: Modelo RB5, equipado do motor Renault. O time sediado em Milton Keynes, na Inglaterra é chefiado pelo já experiente Christian Horner e tem no projetista Adrian Newey a sua grande aposta. Após um 2008 abaixo das expectativas, sempre andando atrás do seu time B (a Toro Rosso), a Red Bull terá em 2009 um ano decisivo no que diz respeito a resultados. Para tal, também aposta no talento do jovem Sebastian Vettel. Pilotos: O time manteve o já experiente Mark Webber e trouxe da Toro Rosso a sua promessa, Sebastian Vettel.

- Mark Webber – nº 14 – 123 GP’s / 00 vitória / 00 pole / 02 pódios / 100 pontos
- Sebastian Vettel – nº 15 – 26 GP’s / 01 vitória / 01 pole / 01 pódio / 41 pontos

8 * Williams: Modelo FW 31, impulsionado pelo motor Toyota. Sediada em Grove, na Inglaterra, a equipe é comandada por Frank Williams, que sonha com dias melhores. Após um 2008 abaixo do esperado, a equipe almeja um 2009 com melhores resultados. A esperança se deposita no bom desempenho apresentado nos testes coletivos na Espanha. Pilotos: A equipe manteve a dupla de pilotos do ano passado, formada pelo alemão Nico Rosberg e pelo japonês Kazuki Nakajima.

- Nico Rosberg – nº 16 – 53 GP’s / 00 vitória / 00 pole / 02 pódios / 41 pontos
- Kazuki Nakajima – nº 17 – 19 GP’s / 00 vitória / 00 pole / 00 pódio / 09 pontos

9 * Force Índia: Modelo VJM02, com motor Mercedes-Benz. Sediada com Silverstone, na Inglaterra, a equipe tem o milionário Vijay Mallya como seu chefe e proprietário. Após fraca temporada em 2008, o time indiano tem um grande trunfo para este ano: sua parceria com a McLaren-Mercedes. O time de Martin Whitmarsh terá papel importante no desenvolvimento da Force Índia e a Mercedes vai fornecer os motores. Os indianos negam, mas a verdade é que o time de Mallya já é a equipe B da McLaren. Pilotos: As apostam continuam no jovem Adrian Sutil e no já experiente Giancarlo Fisichella.

- Adrian Sutil – nº 20 – 35 GP’s / 00 vitória / 00 pole / 00 pódio / 01 ponto
- Giancarlo Fisichella – nº 21 – 214 GP’s / 03 vitórias / 03 poles / 18 pódios / 267 pontos

10 * Brawn GP: Modelo BGP 001, equipado do motor Mercedes-Benz. Com sede em Brackley, na Inglaterra, o time que nasceu dos espólios da ex-equipe Honda é chefiado por Ross Brawn, seu novo comandante. O time quase não nasceu, mas exatamente em março deste ano, a equipe passou para o comando de Brawn, que com um carro sendo desenvolvido desde maio do ano passado, não pensou duas vezes e aceitou o desafio. A equipe foi a grande surpresa dos testes de pré-temporada, liderando tanto em Barcelona quanto em Jerez de La Frontera e espera surpreender. Pilotos: O time manteve a dupla titular da ex-equipe Honda, formada pelo inglês Jenson Button e pelo brasileiro Rubens Barrichello.

- Jenson Button – nº 22 – 155 GP’s / 01 vitória / 03 poles / 15 pódios / 232 pontos
- Rubens Barrichello – nº 23 – 271 GP’s / 09 vitórias / 13 poles / 62 pódios / 530 pontos

Quarta-feira, Novembro 05, 2008

GP Brasil: Massa vence em Interlagos, mas Hamilton leva o título

O sonho durou 38 segundos. Felipe Massa cruzou a linha de chegada, vencendo pela segunda vez o GP do Brasil e até aquele momento, estava alcançando um feito quase inimaginável. O brasileiro, conquistava - momentaneamente - o título mundial de Fórmula 1. Mas, quis o destino que uma das temporadas mais disputadas da categoria não terminasse desta forma. Um pneu para pista seca no carro de Timo Glock selou a sorte de Lewis Hamilton. O inglês da McLaren, que liderou praticamente todo o campeonato, chegou a Interlagos precisando de apenas um quinto lugar para levar a taça.

Como no roteiro de um filme, Hamilton era o sexto colocado a três curvas do fim, deixando o título de campeão mundial escapar novamente pelo vão de seus dedos. Mas, se faltou sorte ao inglês em 2007 (quando perdeu para Kimi Raikkonen), desta vez Lewis contou com a ajuda dos céus. Na penúltima curva, justamente na subida da Junção, o inglês passou Glock – que se arrastava com pneus para pista seca diante do piso úmido – e rumou para a conquista do campeonato.

A derrota para o piloto inglês foi um anti-clima para a torcida. Os mais de 75 mil torcedores que lotaram Interlagos e esperaram ansiosos para festejar o título de um brasileiro correndo em casa tiveram de adiar a comemoração. No entanto, certamente o vice-campeonato ficou de bom tamanho. Massa teve um campeonato exemplar. Após os erros do início do ano, soube se recuperar na tabela e já no GP da França – metade do campeonato – era o líder, com dez pontos de vantagem sobre Hamilton.

No entanto, vieram os problemas na Hungria (quando liderava a três voltas do fim e teve a quebra do motor Ferrari) e em Cingapura, no polêmico episódio da mangueira de combustível. Pontos importantes que foram desperdiçados e que fizeram falta no final. O próprio Massa admite que, sem tais situações, teria revertido a desvantagem de um ponto (Hamilton 98 x 97 Massa) numa vantagem de, no mínimo, sete pontos.

Mas o “se” não existe. Massa ficou com o vice, sendo o maior vencedor da temporada, com seis triunfos, diante de cinco de Hamilton. No quesito pole position, registrou seis, diante de sete do inglês. O brasileiro ainda liderou o maior número de voltas na temporada, registrou três melhores voltas e ainda subiu ao pódio em dez oportunidades. Em resumo, Felipe fez uma temporada de encher os olhos. Com ou sem o título, saiu fortalecido da decisão em Interlagos e deixou os brasileiros na expectativa de que o próximo ano pode ser ainda melhor, quem sabe, com um título mundial.

- Hamilton, o novo campeão

Foi sofrido, chorado e nos últimos metros. Mas Lewis Hamilton é o mais novo campeão da Fórmula 1. Com 23 anos, o inglês da McLaren garantiu a taça após um duelo memorável contra Felipe Massa. De quebra, Lewis apagou a péssima imagem deixada em 2007, quando foi derrotado na última prova por Kimi Raikkonen, e ainda quebrou o jejum de títulos da Grã-Bretanha, que não vencia um campeonato desde 1996, com Damon Hill (Williams).

- Renault e Alonso fecham bem a temporada. Vettel brilha, novamente

Bicampeão do Mundo, Fernando Alonso sofreu no início da temporada com um carro que o tirou da luta pelo título. Até o meio do ano, Alonso tinha apenas 13 pontos e nenhum sinal de que subiria ao pódio. Mas, após o GP da Hungria, as coisas mudaram e o piloto da Renault deu início a uma recuperação que lhe garantiu o título simbólico de “campeão da 2ª metade” da temporada. Nas últimas nove provas, Alonso venceu duas corridas (Cingapura e Fuji), subiu ao pódio no Brasil e totalizou 48 pontos, diante de 43 de Massa e 40 de Hamilton. Com atuação tão brilhante quanto a de Alonso, o alemão Sebastian Vettel foi a grande revelação da temporada. Talentoso e abusado, Vettel ressurgiu com a Toro Rosso e fechou o ano com uma atuação memorável em Interlagos. Quase decidiu o campeonato ao ultrapassar Hamilton a duas voltas da bandeirada. Mas não contava com o pneu “escorregadio” de Glock.

- Barrichello pode se aposentar e Nelsinho busca a renovação

Rubens Barrichello disputou o GP Brasil sem a certeza de que alinhará novamente no grid de 2009. O piloto, que chegou a sua 270ª corrida na categoria, pode ter se despedido da F-1 com uma decepcionante 15ª posição a bordo do carro da Honda. Ainda neste mês, Rubinho terá de disputar sua vaga na equipe contra os brasileiros Bruno Senna e Luca di Grassi, que buscam um lugar para estrear em 2009. Pelos lados da Renault, após muitos boatos, a dupla de pilotos deverá ser mantida. Alonso promete anunciar seu futuro nas próximas semanas e Nelsinho Piquet já deu indícios de que também estará ao lado dos franceses em 2009.

Terça-feira, Outubro 21, 2008

GP China: Hamilton vence em Xangai e se aproxima do título mundial. Decisão será em Interlagos

Correndo com muita disciplina, Lewis Hamilton confirmou todo seu favoritismo e venceu de forma incontestável o GP da China de Fórmula 1, 17ª e penúltima etapa do Mundial. Mais importante do que 5º triunfo na temporada foi o fato do inglês da McLaren ter se aproximado ainda mais de seu primeiro título mundial. Largando na pole position (a 7ª neste ano), Hamilton não teve trabalho para manter a dianteira e abrir distância volta a volta. Passadas as duas paradas para reabastecimento, o inglês apenas teve o trabalho de levar o carro até a bandeirada final. Surpreendente foi o fato da Ferrari não ter tido carro para sequer ameaçar Hamilton.

Kimi Raikkonen e Felipe Massa não ofereceram resistência alguma ao passeio do inglês. No final, visando a luta pelo título, o time italiano ainda fez uso de ordens internas para trocar posições. Massa recebeu o segundo posto de Kimi, que por sua vez, teve de se contentar com a terceira colocação, fechando o pódio. Apesar dos oito pontos somados na etapa de Xangai, ainda assim, a vida do brasileiro não é fácil. Massa alcançou seu objetivo de adiar a decisão do campeonato para a última etapa, o GP do Brasil, em Interlagos (SP). No entanto, agora, com sete pontos de desvantagem, sabe que além da necessidade de vencer e de contar com o apoio de Raikkonen, ainda terá de torcer por algum percalço de Hamilton ou mesmo que Renault e BMW Sauber tenham um bom desempenho para atrapalhar os carros da McLaren.

Nada é impossível, mas nesta altura do campeonato, uma questão é certa: a McLaren aprendeu a lição do ano passado e não vai deixar que Hamilton se envolva em disputas desnecessárias que possam ameaçar o título. Sem dúvida alguma, o inglês fará um treino normal, mas durante a prova em São Paulo, fará de tudo para somente ficar entre os cinco primeiros, condição esta que - independente da posição de Massa – já lhe garante o título.

Com tanta expectativa para a prova do Brasil, esta certamente terá mais emoção do que a corrida de Xangai. A penúltima prova do Mundial com certeza foi uma das mais monótonas do campeonato. Sem chuva ou qualquer outra situação que viesse a mudar o panorama da corrida, as posições se mantiveram quase que inalteradas do treino para as 56 voltas da prova. De destaque, Fernando Alonso teve mais uma boa prova, terminando na quarta posição, enquanto que Nelsinho Piquet também teve corrida consistente, chegando em oitavo. Tais resultados garantiram o quarto lugar da Renault no Mundial de Construtores deste ano, confirmando a evolução do time francês nas últimas etapas.

GP Japão: Hamilton e Massa "se estranham" e Alonso vence de novo

Uma corrida não se ganha na primeira curva, mas certamente se perde. Levando tal frase às últimas conseqüências, Lewis Hamilton jogou fora a chance de vencer novamente na F-1. Com uma largada ruim e ao mesmo tempo afoita em Fuji, no Japão, Hamilton não só atrapalhou a própria vida, como a de Felipe Massa, seu principal rival na luta pelo título. Passados os acontecimentos da primeira curva, Hamilton e Massa vieram a se encontrar novamente na segunda volta e se tocaram. Por motivos distintos, ambos receberam punições e ao fim, não conseguiram nada demais na prova. Massa terminou em sétimo, somando dois pontos, enquanto que Hamilton não passou da 12ª posição.

Diante de tamanha confusão, o GP do Japão se tornou quase que um “duelo” entre Robert Kubica e Fernando Alonso, que assumiram a liderança. O polonês da BMW manteve a dianteira até o primeiro pit stop. No entanto, ousando na estratégia, Alonso assumiu a ponta e teve competência de sobra para abrir vantagem no segundo pit stop e garantir a segunda vitória consecutiva na temporada e a 21ª da carreira. Kubica terminou na segunda posição e Kimi Raikkonen, ressurgindo com a Ferrari, fechou o pódio, em terceiro.

Prova de destaque fez Nelsinho Piquet. Largando em 12º, o brasileiro fez uso da estratégia para terminar numa excelente quarta posição, confirmando a evolução da Renault nas últimas provas. Já Rubens Barrichello não teve o que comemorar, diante da 13ª colocação com a Honda. Com o resultado da 16ª etapa do Mundial, Hamilton manteve a liderança, com 84 pontos, diante de 79 de Massa. Kubica aparece em terceiro com 72 pontos. Os três pilotos são os únicos que ainda mantém chances de título.

- Disputa “quente” pelo campeonato

Lewis Hamilton e Felipe Massa sempre afirmaram de “pés juntos” que nada poderia abalar a amizade e a boa relação que levam nos bastidores da F-1. No entanto, tudo parece ter sido esquecido após o polêmico toque que os dois pilotos protagonizaram no GP do Japão. A disputa pela quinta posição, na 2ª volta da prova, parece ter sido um divisor de águas. Massa foi duramente criticado por Hamilton, pela imprensa inglesa e pela equipe McLaren, que acusou o brasileiro de ter agido de caso pensado. Já pelos lados da Ferrari, Felipe foi sutilmente defendido pelos representantes do time italiano, que ao invés de alimentarem a polêmica entre os pilotos, preferiram focar todos os esforços nas duas provas que vão definir o mundial.

- Renault evolui e leva Alonso de volta às vitórias

No meio da temporada, Fernando Alonso já havia jogado “a toalha” com relação ao atual campeonato. Vitórias? Nem pensar. O espanhol nem imaginava que seria possível conquistar alguma corrida neste ano. Muito menos vencer duas provas e, ainda por cima, de forma consecutiva, como foi o caso dos triunfos em Cingapura e Japão. Alonso é um piloto diferenciado, que parece ter reencontrado a motivação e o caminho das vitórias. Além disso, nas últimas seis provas, o espanhol foi o piloto que mais somou pontos: 35 no total. O segundo que mais pontuou foi Lewis Hamilton, com 26. Aliado ao talento de Fernando é necessário se destacar a evolução da Renault. O time francês parece ter encontrado o acerto ideal para o carro deste ano, o modelo R28. Prova maior disso é que nas últimas seis provas, a equipe somou 43 pontos, perdendo a disputa somente para a McLaren, que no mesmo período anotou 49.

GP Cingapura: Ferrari erra com Massa e Alonso volta a vencer com a Renault

Da pole position ao pesadelo. Felipe Massa viveu um fim de semana de altos e baixos em Cingapura, palco da 15ª etapa do Mundial 2008 de Fórmula 1. Após conquistar uma pole merecida no sábado e de liderar a corrida até a volta 17, Massa viu naufragar as chances de assumir a liderança do campeonato quando fez sua primeira parada nos pits. As luzes que indicam o momento exato de saída do piloto dos boxes falharam e o brasileiro saiu com a mangueira de reabastecimento pendurada na Ferrari. Resultado: de líder, Massa caiu para uma inacreditável 18ª posição.

E os problemas não pararam por aí. Preso atrás de carros mais lentos, o piloto se viu sem ter o que fazer e ainda para completar, teve um pneu furado. No final, completou apenas em 13º, na primeira corrida noturna da história da categoria e sequer contou com a ajuda de Kimi Raikkonen, que abandonou após bater sozinho no muro.

Sorte mesmo teve Fernando Alonso. O bicampeão mundial reviveu seus grandes dias e com a Renault, conquistou sua primeira vitória no ano e a 20ª na carreira, justamente na corrida de número 800 da história da F-1. O piloto espanhol não escondeu a satisfação de voltar a vencer, ainda mais, numa prova especial como a de Cingapura. Comemorando como nos velhos tempos, Alonso dividiu os louros da vitória com o time, que não conquistava uma corrida desde o GP do Japão de 2006, também vencido por ele.

No entanto, para quem acha que a vitória em solo asiático vai alterar algo na decisão de Alonso para o próximo ano, pode tirar “o cavalo da chuva”. O espanhol, que ainda não definiu por onde correrá na próxima temporada, afirmou que a vitória em Marina Bay não influencia sua postura visando o campeonato de 2009. Nos bastidores e na imprensa mundial, comenta-se que o bicampeão já tem definida sua permanência por mais um ano na Renault, com a meta de se transferir para a Ferrari no início de 2010. Apesar da renovação do contrato de Raikkonen, rumores que circulam na categoria apontam que tal opção só foi feita pelo time italiano no intuito de que o finlandês ajude o companheiro Felipe Massa na luta pelo título deste ano.

Voltando ao pódio de Cingapura, o alemão Nico Rosberg obteve uma excelente segunda posição com a Williams e o inglês Lewis Hamilton, da McLaren, fechou em terceiro. Entre os demais brasileiros, Nelsinho Piquet (Renault) bateu contra o muro e abandonou, da mesma forma que Rubens Barrichello (Honda), vítima do motor.

Após a disputa da 15ª etapa, Hamilton soma agora 84 pontos, diante de 77 de Massa. São sete pontos de diferença e agora, o brasileiro passa a não depender apenas de seus resultados. Restando três provas para o término do campeonato e com 30 pontos em jogo, mesmo que Massa vença os GP’s do Japão, China e Brasil, ainda assim perde o campeonato, caso Hamilton seja segundo colocado em todas as provas. Mais do que nunca, fica claro a necessidade do brasileiro em contar com a ajuda de Raikkonen, para tirar pontos de Hamilton. É esperar para ver!

Quinta-feira, Outubro 16, 2008

GP Itália: Vettel dá show e vence em Monza

O alemão Sebastian Vettel escreveu de uma vez por todas seu nome na história do automobilismo mundial. Com uma atuação soberba, o jovem piloto conquistou de forma incontestável o GP da Itália de F-1, 14ª etapa do Mundial 2008. A bordo do carro da Toro Rosso, equipe que um dia foi a modesta e folclórica Minardi, Vettel não deu chances à concorrência. Partindo na pole position, o piloto ditou o ritmo durante as 53 voltas e com uma estratégia eficiente de paradas nos boxes, venceu pela primeira vez na carreira. De quebra, o pupilo de Gerhard Berger ainda se tornou o mais jovem vencedor da história da categoria, com 21 anos, 2 meses e 11 dias, derrubando a antiga marca de 22 anos e 26 dias, estabelecida por Fernando Alonso, em 2003.

Sem esboçar qualquer tipo de ameaça ao triunfo de Vettel, Heikki Kovalainen garantiu o segundo lugar com a McLaren, sendo seguido pelo polonês Robert Kubica, que voltando a ter uma boa atuação, terminou em terceiro com a BMW Sauber. Destaques da prova, Alonso e Nick Heidfeld fizeram boas provas de recuperação. O espanhol da Renault fez uso de boa estratégia e após arriscar com pneus intermediários, garantiu o quarto posto, logo a frente de Nick, que com a BMW, foi o quinto.

Diante de um fim de semana turbulento, devido à instabilidade do tempo, Felipe Massa saiu de Monza no lucro. Após um treino classificatório difícil, em que garantiu somente a 6º posição no grid, o brasileiro teve prova cheia de alternativas. No final, após uma dura luta contra Lewis Hamilton, Massa garantiu o sexto posto. Já o inglês teve grande atuação. Largando em 15º, escalou o pelotão e só não foi além porque a chuva parou e obrigou o piloto da McLaren a fazer uma segunda parada, não programada. Lewis deu-se por satisfeito com a sétima posição.

Mesma sorte não teve Kimi Raikkonen. Necessitando de um bom resultado a todo custo, o atual campeão sofreu no pelotão de trás do grid. Apenas quando a pista secou é que Kimi melhorou seu desempenho, mas já era tarde. No final, o finlandês não foi além da 9ª posição, o que certamente lhe tirou da luta pelo campeonato. Restando quatro etapas para o término do Mundial, Massa conseguiu diminuir sua desvantagem em relação a Hamilton. O brasileiro soma 77 pontos, diante de 78 de Lewis. Já Raikkonen é apenas o quarto com 57, atrás até mesmo de Kubica, que com o pódio na Itália, soma 64 pontos.

Entre os demais brasileiros em Monza, Nelsinho Piquet foi o 10º colocado com a Renault e Rubens Barrichello não passou da 17ª colocação com a Honda. A Fórmula 1 volta dentro de suas semanas, com o GP de Cingapura, a primeira prova noturna da história da categoria.

Quarta-feira, Outubro 15, 2008

GP Bélgica: Hamilton é punido e Massa "herda" vitória em Spa-Francorschamps

O GP da Bélgica de F-1 transcorria de forma tranqüila e sem grandes disputas. Isso até que a chuva tratou de aparecer a três voltas do fim, mudando toda a história da prova. Num duelo acirrado, Lewis Hamilton e Kimi Raikkonen tocaram rodas e protagonizaram uma disputa pela liderança que há muito tempo não se via. No final, a pista úmida de Spa-Framcorschaps tirou Raikkonen da disputa e entregou a vitória nas mãos de Hamilton.

O que o inglês não imaginava é que seu triunfo duraria apenas três horas. Após analisar as imagens da disputa com Raikkonen, os fiscais de pista decidiram punir Hamilton em 25s, por ter atravessado uma chicane durante a luta pela primeira posição. Com tal tempo acrescido, o inglês caiu para a terceira posição e o brasileiro Felipe Massa foi promovido ao primeiro posto, garantindo a quinta vitória na temporada.

Nick Heidfeld, da BMW, também foi beneficiado, subindo para a segunda posição. Com o resultado final, Massa encostou no líder Hamilton. Agora, o brasileiro da Ferrari soma 74 pontos diante de 76 do inglês da McLaren, restando cinco etapas para o fim do Mundial. Entre os demais brasileiros em Spa, Nelsinho Piquet e Rubens Barrichello abandonaram.

Na corrida deste domingo, importante destacar algumas atuações. Com a Renault - um carro longe de ser fantástico - Fernando Alonso confirmou que é o mesmo piloto de anos anteriores. Seguro e veloz, o espanhol garantiu o quarto lugar, mas teria condições de subir ao pódio não fosse a estratégia de trocar pneus no final da corrida. Mesma tática, aliás, que jogou Heidfeld da sétima para a terceira posição (subindo depois para o segundo posto).

Entre as equipes, destaque especial para a Toro Rosso. Um time pequeno, sem o mesmo orçamento da matriz Red Bull, mas que colocou seus dois carros na zona de pontos. Um feito memorável. Sebastian Vettel já mostrou que tem talento acima da média e que terá todo o tempo do mundo para brilhar. Já Bourdais fazia sua melhor corrida na categoria, até que a chuva atrapalhou. Mesmo assim, mostrou serviço e pode ter garantido sua vaga ao menos até o fim do ano. A Fórmula 1 volta no próximo domingo, com o GP da Itália, em Monza.

GP Europa: Felipe Massa domina em Valência e segue na luta pelo título

Pole, vitória e melhor volta. Foi assim, em grande estilo, que Felipe Massa teve sua merecida redenção e voltou a sonhar com o título mundial de F-1. Na estréia da categoria no fantástico circuito de rua de Valência, na Espanha, Massa não deu chances para ninguém. Com uma pole position incontestável, largou na frente e logo na primeira curva mostrou que não seria ameaçado pela concorrência. Abrindo distância volta a volta, o brasileiro pode controlar com tranqüilidade a corrida.

O resultado final foi uma convincente vitória no GP da Europa, a quarta na temporada e a nona na carreira, que o recoloca de vez na luta pelo título. Após o traumático abandono no GP da Hungria, o resultado era essencial para manter vivas as chances de disputa do campeonato. O inglês Lewis Hamilton foi o segundo colocado e com o resultado, manteve a liderança do Mundial, com 70 pontos, diante de 64 de Massa. O primeiro pódio da história de Valência ainda foi completado pelo polonês Robert Kubica, que com a BMW Sauber, terminou na terceira posição.

Quem teve dia para ser esquecido foi Kimi Raikkonen. Vivendo fase difícil, o atual campeão fez prova conturbada e, após atropelar um mecânico da Ferrari nos boxes, ainda abandonou a prova, vítima da quebra do motor. A equipe italiana divulgou nota explicando que a causa do estouro foi a quebra de uma biela, do mesmo lote que causou o abandono de Massa, em Hungaroring.

Correndo em casa, Fernando Alonso também decepcionou os mais de 100 mil torcedores ao abandonar ainda na primeira volta, vítima de um toque na traseira do japonês Kazuki Nakajima, da Williams. Entre os demais brasileiros, resultados discretos. Nelsinho Piquet (Renault) fez prova regular e fechou em 11º, enquanto que Rubens Barrichello (Honda) não passou da 16ª posição. As equipes da Fórmula 1 agora encaram uma semana de testes coletivos no circuito de Monza. Depois, disputam no dia 07 de setembro o GP da Bélgica e na seqüência, voltam para Monza, no GP da Itália.

GP Hungria: Massa quebra no fim e vitória caiu "no colo" de Kovalainen

Felipe Massa foi perfeito desde a largada, quando por fora do traçado, realizou a mais bela ultrapassagem da atual temporada. Depois de abrir uma vantagem superior a cinco segundos sobre o inglês Lewis Hamilton (então pole position), o brasileiro ainda viu o rival ter um pneu furado. Tranqüilo e até reduzindo o giro do motor, Massa rumava para a 9ª vitória na carreira, a 4º no ano e para a liderança do Mundial, justamente com um triunfo no travado circuito de Hungaroring. No entanto, eis que o motor Ferrari resolveu abrir o bico a três voltas da bandeirada. Fim de prova para o brasileiro, que desolado, sequer conteve as lágrimas, por ver uma corrida praticamente ganha lhe escapar de tal forma.

Quem se deu bem foi Heikki Kovalainen. Já acomodado na segunda posição, o finlandês viu sua primeira vitória na F-1 cair no colo. Kovalainen ainda se tornou o 100º piloto diferente a vencer uma corrida na história do Mundial de Fórmula 1. Com uma grande atuação, o alemão Timo Glock conquistou um merecido segundo lugar com a Toyota, subindo pela primeira vez no pódio. Numa corrida tão cheia de surpresas e alternativas, até mesmo o apagado Kimi Raikkonen salvou um inesperado terceiro lugar.

Dando mostras de uma evolução da Renault no campeonato, o espanhol Fernando Alonso foi o quarto colocado e o brasileiro Nelsinho Piquet, fazendo excelente corrida, voltou a somar pontos, ao completar na sexta posição. Chegando exatamente entre os pilotos do time francês – quinta posição - Lewis Hamilton ampliou a sua vantagem no Mundial de Pilotos. Após 11 etapas disputadas, o piloto da McLaren lidera com 62 pontos, diante de 57 de Raikkonen e 54 de Massa.

O campeonato ainda está longe de ser definido. Com sete provas a serem disputadas, a Ferrari tem chances de se recuperar em corridas em que costuma ir bem, como Bélgica, Itália, China e Japão. Com as férias de três semanas da categoria, equipes e pilotos terão tempo de sobra para reavaliar forças e se preparar para a fase final do campeonato, que começa com uma corrida de rua, o GP de Valência, no dia 24 de agosto.

GP Alemanha: Imbatível, Hamilton vence e reassume a ponta. Nelsinho sobe ao pódio

O que parecia barbada nos treinos se tornou realidade na corrida e Lewis Hamilton venceu mais uma vez na F-1. O GP da Alemanha, 10ª etapa do Mundial, disputada em Hockenheim, não foi recheada de emoções. No entanto, serviu para mostrar que a McLaren, no atual momento do campeonato, dispõe de um carro superior ao da Ferrari. Prova disso é que enquanto Hamilton venceu com sobras, Felipe Massa lutou para chegar em terceiro e o atual campeão Kimi Raikkonen não passou da sexta posição.

Quem teve motivos de sobra para festejar foi Nelsinho Piquet. Beneficiado pela entrada do safety-car devido à batida de Timo Glock, Nelsinho foi para frente no grid por ter uma estratégia de apenas uma parada nos boxes. O que parecia arriscado deu certo. O brasileiro da Renault pulou para o pelotão da frente e mantendo o ritmo dos ponteiros, chegou até mesmo a liderar a prova. Só perdeu a dianteira para Hamilton, mas garantiu a segunda posição e o primeiro pódio na F-1.

Além disso, o pódio com Nelsinho e Massa reeditou algo que o Brasil não alcançava há 17 anos, quando na temporada de 1991, Ayrton Senna e Nelson Piquet dividiram as atenções no pódio por duas vezes na temporada. Voltando ao GP da Alemanha, Rubens Barrichello, que vinha de uma excelente atuação no GP da Inglaterra (quanto também subiu ao pódio) não teve sorte e após ser “atropelado” pelo quase aposentado David Coulthard, abandonou a prova.

Com a quarta vitória no ano, Lewis Hamilton assumiu a liderança do campeonato, com 58 pontos, diante de 54 do agora vice-líder Felipe Massa. Raikkonen é o terceiro com 51 e distante, mas ainda na briga, Robert Kubica soma 48 pontos.

Domingo, Outubro 05, 2008

GP Inglaterra: Um verdadeiro show de Hamilton

Mais uma vez Lewis Hamilton confirmou seu talento acima da média. Questionado pela imprensa mundial, que o rotulou como um piloto “intempestivo” e “agressivo além dos limites”, Lewis prometeu que venceria o GP da Inglaterra e se recuperaria das últimas corridas (Canadá e França), em que teve atuações pífias e abaixo da crítica. Pois bem. Se no treino classificatório Hamilton voltou a cometer erros – chegando a ser criticado pelo próprio engenheiro – na corrida a história foi outra. Com pista úmida, o inglês fez uma largada fantástica, pulando do quarto para o segundo lugar. Na verdade, Lewis só não assumiu a ponta porque quase bateu com o companheiro de equipe e pole position Heikki Kovalainen, que manteve a dianteira. Mas bastaram cinco voltas para que Hamilton já estivesse à frente dos rivais, sem ver ameaças para um novo triunfo.

A Ferrari, que não foi bem nos treinos, se recuperou durante a prova, principalmente com Kimi Raikkonen. No entanto, o time vermelho exagerou nos erros de estratégia. Enquanto Hamilton substitui os pneus intermediários, o time italiano manteve os compostos nos carros de Raikkonen e Massa. O resultado não poderia ter sido pior. Um festival de rodadas. Só o piloto brasileiro foi protagonista de cinco. Isso mesmo, cinco rodadas. No final, Massa foi apenas o 13º e último colocado entre os que completaram a prova. Para Kimi, a situação foi melhor. Apesar de duas rodadas durante a prova, o atual campeão se recuperou e ainda garantiu um quarto lugar.

Na frente, Hamilton caminhou tranqüilo para a 3ª vitória no ano, sendo seguido pelo também eficiente Nick Heidfeld, que com a BMW Sauber, conquistou o segundo lugar. No entanto, em toda a prova, ninguém se destacou como Rubens Barrichello. O brasileiro, que largou apenas na 16ª posição, fez uma prova impecável. Ousando na estratégia, a equipe Honda – capitaneada por Ross Brawn – optou pelos pneus de chuva extrema, enquanto todos os demais usavam os intermediários.

A aposta deu certo e com a vantagem proporcionada pelos compostos, Rubinho literalmente “escalou” o grid até alcançar o terceiro lugar, algo inimaginável para quem pilota um carro lento como o da Honda. Mantida a posição, Barrichello comemorou como nunca o seu retorno ao pódio, após três anos de jejum. A última vez que o brasileiro havia estado entre os três primeiros colocados foi no GP dos EUA de 2005, em Indianápolis, quando ainda corria pela Ferrari. Destaque especial na prova também para Nelsinho Piquet. Andando sempre próximo do companheiro Fernando Alonso durante o fim de semana em Silverstone, o brasileiro chegou a ocupar a quarta posição, mas foi vítima da pista molhada e após rodar sozinho, abandonou a corrida. A Fórmula 1 volta no dia 20 de Julho, com o GP da Alemanha, a 10ª etapa do Mundial, no tradicional circuito de Hockenheim.

Sexta-feira, Outubro 03, 2008

GP França: Massa vence e lidera o Mundial

O circuito de Magny-Cours sempre foi favorável aos carros da Ferrari e diante de tal prerrogativa, a idéia geral é que a vitória no GP da França ficaria entre os pilotos do time vermelho, salvo alguma surpresa. Com Kimi Raikkonen na pole e Felipe Massa na segunda posição, tudo rumava para um desfile sem adversários à altura. E durante as 70 voltas da prova, a corrida realmente se tornou um duelo entre companheiros de equipe. Kimi rumava para a vitória até que um problema no escapamento reduziu o desempenho de seu carro, abrindo passagem para Massa. Contando com a sorte e mantendo uma pilotagem segura, o brasileiro chegou à 8ª vitória na carreira e a 3ª na atual temporada.

E o melhor de tudo ainda estava por vir. Com a vitória, Massa passa a liderar pela primeira vez o Campeonato Mundial de Pilotos, algo que um brasileiro não conseguia há 15 anos, desde os tempos de Ayrton Senna, ainda correndo pela McLaren. Tal feito de Massa foi possível graças à segunda posição de Raikkonen, o quinto lugar do polonês Robert Kubica e apenas o 10º lugar de Lewis Hamilton, todos eles candidatos ao título. Numa prova histórica para o Brasil, Nelsinho Piquet tratou de conquistar seus primeiros pontos na categoria, ao terminar na sétima posição com a Renault, após belo duelo com o companheiro Fernando Alonso. Já Rubens Barrichello, largando da última posição, não teve muito a fazer com a Honda e concluiu em 14º.

* Massa rumo ao título?

Certamente ainda falta muita coisa para acontecer no Campeonato. Afinal de contas, das 18 etapas programadas, a etapa da França foi apenas a 8ª. O Mundial deste ano não apresenta o domínio disparado de nenhum piloto. Basta olhar para a distribuição de vitórias. Massa venceu três corridas, Raikkonen e Hamilton duas cada um e Kubica ainda levou uma. Os quatro pilotos concentram a disputa pelo título. No entanto, a Ferrari se mostra superior aos adversários e a seqüência de pistas tende a beneficiar o time italiano.

Depois da etapa em Magny-Cours, a F-1 vai para Silverstone (Inglaterra), e segue na Alemanha, Hungria, Valência, Bélgica e Itália, pistas que pelo retrospecto, favorecem a Scuderia de Maranello. É esperar para ver. Massa mudou a forma de ver o campeonato. Parece muito mais focado e está ciente de que ainda existe muita coisa para acontecer. No entanto, o mais importante ele vem fazendo: ter regularidade. Piloto campeão é aquele que soma pontos sempre. Apesar de não pontuar nas duas primeiras provas do ano o piloto não só se recuperou como somou pontos nas seis provas seguintes, vencendo três delas. Uma campanha digna de elogios.

GP Canadá: Kubica "sobrevive" às barbeiragens e vence pela 1ª vez

Nascido na Cracóvia, terra do papa João Paulo II, Robert Kubica dizia no sábado antes da corrida que apenas com um milagre poderia chegar à vitória no GP do Canadá. No entanto, foi com uma grande dose de competência que o polonês passou ileso à confusa prova no circuito Gilles Villeneuve e conquistou a primeira vitória de sua carreira. Largando em segundo, Kubica sabia que a BMW tinha carro para figurar no pódio, mas nada próximo da vitória. Uma rodada de Adrian Sutil nas voltas iniciais gerou um safety-car fora de hora, que resultou numa batalha dentro dos boxes. Afoito, o então líder Lewis Hamilton simplesmente atropelou Kimi Raikkonen e de quebra, levou Nico Rosberg, dando novos rumos para a corrida.

Alheio aos problemas dos rivais - que abandonaram a disputa - Kubica tratou de acelerar, abrir vantagem, para ao fim de 70 voltas se tornar o primeiro polonês a vencer na F-1. A BMW, que garantiu a primeira vitória de sua recente história (disputou apenas o seu 42º GP na categoria) teve mais motivos para comemorar, já que o alemão Nick Heidfeld completou a dobradinha do time, com a segunda posição. O valente David Coulthard conquistou um inesperado terceiro lugar, fechando o pódio com a Red Bull.

Entre os brasileiros, Felipe Massa foi o grande destaque, chegando na quinta posição após fazer belíssima corrida de recuperação. Rubens Barrichello também teve seu brilho, ao liderar sete voltas da corrida, devido a uma estratégia diferenciada de pit stops. No final, o piloto da Honda terminou na sétima posição, somando mais dois pontos no campeonato. Por fim, Nelsinho Piquet teve problemas de freios e novamente abandonou com a Renault. No campeonato, Kubica passa a ser o novo líder, com 42 pontos. Hamilton e Massa dividem o 2º lugar, cada um somando 38 pontos.

GP Mônaco: Hamilton domina ruas do Principado e lidera o Mundial após 6 etapas

Mônaco possibilita certas situações bastante particulares. Em poucas pistas – ou quase nenhuma – o piloto pode se dar ao luxo de bater no guard-rail, parar nos boxes, mudar a estratégia e ainda assim se recuperar e vencer com autoridade. Pois foi exatamente o que fez Lewis Hamilton. O inglês da McLaren teve um fim de semana de altos e baixos. Após ser o mais rápido nos treinos livres, Hamilton teve algumas dificuldades no treino classificatório e obteve o 3º tempo. No início da prova, pulou para segundo e lá se manteve, até que a chuva se tornou mais intensa. Foi quando Lewis errou na curva que antecede o trecho do S da piscina em Monte Carlo. Com um pneu furado e se arrastando pela pista, o piloto voltou aos boxes e mudou a estratégia de pits. Com um ritmo alucinante e uma pilotagem impecável, Hamilton foi subindo na classificação até que assumiu a ponta e não deu mais chances para Felipe Massa e Robert Kubica, seus únicos rivais na luta pela vitória.

Massa era líder quando errou na Saint Devote, passou reto e perdeu a ponta para Kubica. Depois - atrapalhado pela estratégia de pits da Ferrari - não conseguiu recuperar as posições e teve de se contentar com o terceiro lugar. Ao fim da prova, o brasileiro afirmou que teve uma discussão séria com a equipe durante a corrida e admitiu que a idéia inicial era de fazer apenas uma parada e não duas, como acabou acontecendo. Kubica andou forte com a BMW durante toda a prova e tinha reais chances de vencer, não fosse a estratégia certeira de Hamilton. Ainda assim, o polonês foi o segundo colocado, conquistando o 3º pódio na temporada.
No entanto, o grande vencedor do dia foi mesmo Hamilton. Vencedor da etapa de Mônaco pelas categorias de acesso à Fórmula 1 – F-3 Européia e GP2 – o inglês não digeriu bem a segunda posição obtida no ano passado, quando já estava na F-1. Na ocasião, Hamilton era o 2º colocado, diante da liderança do companheiro de McLaren Fernando Alonso. Mais rápido na parte final da prova, Lewis foi proibido pela equipe de atacar Alonso e mostrou indignação com o resultado final. Na corrida deste ano, no entanto, a história foi diferente. A vitória veio, de forma incontestável e ainda acompanhada de outro ponto: o campeonato.

Com a segunda vitória no ano, Lewis assumiu a liderança do Mundial com 38 pontos, diante de 35 do finlandês Kimi Raikkonen (que foi apenas 9º nas ruas do Principado) e de 34 de Massa. Kubica é o quarto, com 32 pontos.

GP Turquia: Massa volta a reinar em Istambul

Agora, são três vitórias e mais três poles, todas as conquistas de forma consecutiva. E Felipe Massa aos poucos, vai se tornando o novo rei da Fórmula 1, ao menos quando o assunto diz respeito ao circuito de Istambul, palco do GP da Turquia. A exemplo do que aconteceu durante todo o fim de semana, Massa não deu chances aos rivais. No meio da prova, é bem verdade que Lewis Hamilton chegou a ameaçar o triunfo do brasileiro. No entanto, com uma estratégia sem riscos e uma pilotagem madura, Massa soube conter os avanços do britânico da McLaren e garantiu a sétima vitória da carreira, a segunda na atual temporada.

Já Hamilton, que ousou na estratégia ao fazer três paradas, diante de dois pit stops dos rivais, conseguiu um heróico segundo lugar, seguido de perto pelo atual campeão e ainda líder do campeonato Kimi Raikkonen, o terceiro colocado. O sempre veloz Robert Kubica levou a BMW novamente ao quarto lugar, da mesma forma que o companheiro Nick Heidfeld, o quinto colocado.

Confirmando a evolução da Renault, o espanhol Fernando Alonso fechou os seis primeiros, voltando a somar pontos. O resultado do bicampeão do mundo gerou uma pressão ainda maior para o brasileiro Nelsinho Piquet, apenas o 15º colocado. Ao ver Alonso somar pontos pela 3ª vez no ano, a cúpula da Renault já exige resultados de Nelsinho e aguarda por uma reação o mais breve possível. Com 257 corridas disputadas, Rubens Barrichello não teve muito a comemorar ao completar a prova apenas na 14ª posição. O piloto, que passou a ser dono do recorde de participações na categoria, não gostou do rendimento do carro da Honda e espera por melhor sorte no GP de Mônaco, onde o modelo RA 108 promete render melhor.